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Queria ir para casa agora e jogar todos os jogos que marcaram a minha infância

Fui uma criança que brincava com amigos e primos pelo condomínio e só parava em casa (ou na casa da minha avó) para beber suco de cajú, comer pão com mortadela e assistir aos desenhos da época ou aos episódios repetidos de Chaves. Além dessa rotina, os jogos eletrônicos também fizeram parte da minha infância.

O primeiro título que jogamos foi Mickey’s Ultimate Challenge. Apesar de não ter sido lançado oficialmente para PS1, tudo era possível com um console desbloqueado. Quando um jogava, o restante ficava em volta apenas observando.

Foi interessante pesquisar o nome do jogo para escrever esta matéria, porque eu só tinha a vaga lembrança do Mickey escalando um pé de feijão. Ao assistir a uma gameplay no YouTube, senti uma onda de nostalgia e percebi que a cena fazia parte da última missão, justamente o momento que ficou gravado em minha memória por aproximadamente 20 anos.

Embora eu tenha certeza de ter jogado muitos outros títulos naquele PS1, apenas Mickey’s Ultimate Challenge — e os momentos em que utilizávamos grande quantidade de detergente para limpar os cds — permanecem em minha memória quando penso no console.

Anos depois, meus pais compraram um Playstation 2 e levaram eu e minha irmã para comprar jogos. Com o objetivo de aproveitar as promoções de “leve 3 por x valor”, meu pai pedia para cada uma escolher apenas 1 jogo.

Na época eu não sabia, mas cada jogo acabaria me remetendo a momentos — bons e ruins — da minha vida. Consigo associá-los a casas, pessoas, emoções… e hoje sinto uma grande conexão com cada um deles.

Jogos que marcaram a minha infância

Com a compra do nosso PS2, meu pai aproveitava o tempo livre para jogar FIFA, e a minha mãe se tornou uma grande fã de Tomb Raider. Já eu e a minha irmã preferíamos jogos de desenhos e passávamos a tarde inteira jogando (ou brigando).

Muitas vezes eu deixava o controle de lado só para assistir aos meus pais — e talvez seja por isso que hoje eu ame acompanhar gameplays de streamers. Mas, quando resolvia jogar, sempre voltava para os meus favoritos:

Bratz

Bratz: Forever Diamondz foi um dos títulos que eu mais joguei. Não sabia inglês e, consequentemente, não entendia as missões, mas passear pelo mapa, andar de patins e arrumar a minha personagem era o suficiente para me fazer feliz (I’m just a girl). Ainda lembro de ficar encantada com o cabelo da minha Bratz balançando a cada passo.

Ben10

Um dos primeiros jogos que consegui realmente zerar foi Ben10: Alien Force. Joguei o título com o meu primo e estávamos bem focados em finalizar.

Adorava trocar de alienígena, usar os meus poderes para lutar contra inimigos e coletar pontos omnitrix. Por estar jogando em dupla, a parte que mais me marcou — e frustrou — foi quando tivemos que subir uma plataforma de vários níveis, mas a tela da TV era pequena e impedia qualquer um de ver quem estava na parte inferior. Demorou longas horas para finalizar a última missão, mas valeu a pena.

GTA

Com a febre de GTA, é claro que eu também queria jogar os jogos da franquia. No entanto, por eu ser menor de idade, meu pai decidiu comprar somente o GTA 2. Isso mesmo, aquele que você tem visão de tudo por cima. Apesar de ficar frustrada na época, gostei do jogo e me diverti bastante ao dirigir carros pela cidade. Como a maioria das pessoas, seja nos primeiros títulos da franquia ou nos mais recentes, eu deixava as missões de lado e ia me divertir ao fazer qualquer outra coisa.

Hercules

Hércules sempre foi uma das minhas animações favoritas da Disney. Sou apaixonada pelo filme e, principalmente, pela trilha sonora. Quando vi o jogo pela primeira vez, é claro que eu pedi ao meu pai para comprar.

Por ser praticamente idêntico ao longa, amei cada segundo e não descansei até zerar o jogo. Minha mãe ficava ao meu lado e torcia por mim a cada progresso — quando não mandava eu largar tudo para fazer o dever de casa, é claro.

Além dos que já citei, joguei muitos outros títulos no PS2, como Barbie e Crash. Cada um se tornou uma forma de reviver momentos específicos — quase como uma máquina do tempo —, e ocupa um espaço especial nas minhas lembranças.

Hoje, ao ter a oportunidade de trabalhar no IGN Brasil, percebo o quanto a indústria de jogos evoluiu ao longo dos anos. Com tanta tecnologia, criamos grandes expectativas para lançamentos e aguardamos experiências cada vez mais inovadoras. Ainda assim, quando olho para trás, percebo que cada título que joguei, por mais simples que pareça, teve a capacidade de marcar a minha vida.

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